Na semana passada o dólar americano ganhou força e avançou frente a seus rivais principais. Logo que começaram as negociações, o dólar americano passou a se fortalecer, empurrando o euro para 1,34 e o franco para 1,07.
Ao mesmo tempo, o pedido da Grécia de continuar conversas com a UE e o FMI não foi satisfeito. Além de ter tido a resposta negativa, foi suspendido por causa da erupção de um vulcão na Islândia, por isso não tiveram outro remédio, senão conversas por telefone.
Na terça-feira o governo da Grécia conseguiu acumular 1,95 bilhões de euros (2,6 bilhões de dólares) via comercialização de obrigações a 13 semanas com renda de 3,65%. Ao mesmo tempo, o presidente do banco central alemão Axel Weber afirmou, que a Grécia poderia requerer mais de 30 bilhões de euros acordados, destabilizando ainda mais o câmbio do euro.
Porém, já na quarta-feira foi registrada a alta forte de renda de obrigações gregas (mais de 8% anual – o máximo desde a entrada do país na área do Euro). Notamos que os juros tão altos apenas agravam o problema de refinanciamento da dívida, que poderia constituir 120% do PIB em 2010. Esses receios, por sua vez, praticamente ofuscaram o início das conversas (Grécia vs Comissão Européia, FMI, UE) sobre o lançamento do programa conjunto de apoio. Como resultado, o euro se tornou no fogo cruzado de fatores negativos e teve que ceder terreno.
Assim, o euro/dólar caiu para o mínimo semanal de 1,3357, o dólar/franco apreciou até 1,0723.
O iene também continuou pressionado, pois, foi só a libra esterlina que resistiu com vigor ao rival americano. O crescimento de preços varejistas e ao consumidor na Grã-Bretanha ultrapassou as expectativas de profissionais de mercado, enquanto a variação de desempregados registrou 4,8% em vez de 4,9% esperado. A maior alta semanal da moeda britânica foi de 1,5439.
Portanto, foram os fatores a obstaculizar a valorização do dólar. Na segunda-feira a avaliação positiva de grandes empresas americanas, em praticular DuPont e McDonald's, trouxe otimismo ao mercado. Na terça-feira a estatística do instituto alemão ZEW deu apoio à moeda única, revelando uma atitude melhor de investidores em relação à maior economia da área do Euro – Alemanha. Graças a esse fato, as moedas européias conseguiram nivelar parcialmente as perdas, registradas durante a semana.
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